Um libreto freestyle

Mãe, assiste isso como se fosse uma ópera, ou um bom musical (são poucos os bons de verdade, né?). Pense que essa peça, esse rondó, se chama “A ópera do NOVO Malandro”, não uma de Chico Buarque, mas uma Ópera do Malandro digna de Gershwing.

Nessa cena, vemos uma conversa entre os barítonos Edy e Ice e o baixo M. Brown, personagem de maior destaque na trama. Interpretações duras, retas, nada a mais, nada a menos. Sutis referências ao óbvio, mas com a experiência de quem sabe o óbvio à exaustão. Interpretações ideais, precisas.

Nas letras, há menções à Cidadão Kane, provocações a Vinícius de Morais, e uma pitada de latim(!) numa linguagem carregada de uma poesia original, quase folclórica. A métrica dos versos hora segue um ritmo urbano e industrial, com malícia e suingue. Música de megalópole, com problemas de megalópoles.

Tá, emocionei. Mas vê aí se eu to mentindo, truta.

Bem-vindos, e voltem sempre.

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