Uma aula geek com Grandmaster Flash

Quem já conhecia o trampo de Grandmaster Flash sabe que o cara é uma lenda viva. Quem só conheceu por causa de The Get Down, a série da Netflix, tem aqui a oportunidade de ver na atividade uma das figuras históricas que aparecem na produção.

Responsável, em The Get Down, por ensinar a arte da mixagem de discos de vinil para os protagonistas da série, Grandmaster Flash é na verdade o grande protagonista da cena RAP/ Hip-Hop. O cara é simplesmente o inventor da técnica de mixar dois discos em vitrolas para estender a batida da música infinitamente, proporcionando o ritmo para que os dancarinos de break pudessem criar seus passos e coreografias e posteriormente que os MCs e rappers cantassem suas rimas e letras.

Dada essa breve apresentação, solto aqui um vídeo recente, em que o quase sessentão Flash conta parte dessa história e ainda dá um workshop/ demonstração de discotecagem bem básica, nos moldes das festas que criaram a cultura hip-hop no Bronx dos anos 80. Se você já conhece a história e só quer ver o tiozão em ação derretendo as bolachas, pule pra marca de 40 minutos.

 

 

Selectah Rafael Takano
Gafanhoto em busca do giz de cera sagrado

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A Música em Stranger Things

A série do momento é Stranger Things e se vc ainda não viu pode crer que está moscando. Mas sobre as referências, atuações e estética da série todo mundo tá falando por todos os lados, o que a gente vai falar aqui é de música.

A própria Netflix soltou uma playlist de Stranger Things no Spotify da empresa, que tem umas pedradas como Africa -Toto, tem Clash, Joy Division, Echo & The Bunnymen, Jeffersons Airplane. Tem até Reagan Youth com um hardcore oitentista FODIDO evidenciando uma carga histórica e política na série. Mesmo assim faltou algumas músicas muito boas que estão na série, uma delas é HEROES, de David Bowie, só que numa versão orquestrada e etérea de Peter Gabriel.

O grande lance é a trilha original, essa coisa sintética mas granulada que lembrou muito o batidão de Tron Legacy e a brilhante composição do Daft Punk. A trilha de Stranger Things, macabra, de um futurismo retrô, cheia de moogs e sintetizadores, é coisa dos Survive, uma banda texana que desde 2008 manda esse som eletrônico sombrio com uma pegada muito sci-fi. Se liga no Bandcamp dos caras aqui. Quem curte o Deezer também dá pra ouvir o último álbum deles, que é bruto.
Uma grande referência para a trilha de Tron e para o trampo do Daft Punk em Random Access Memories é Giorgio Moroder, e acaba sendo outra homenagem aos anos 80, como toda a série. Moroder foi responsável por estrumbar a disco music dos anos 70 com sintetizadores e quase inventar a musica eletrônica. Ah, nos anos 80 ele fez a trilha de História Sem Fim(!!!!!!). Sério, se vc curte qualquer coisa que não seja banquinho e violão ouve os bagulho do Moroder. https://play.spotify.com/artist/6jU2Tt13MmXYk0ZBv1KmfO

Agora vem comigo e sente esse climão de mistério e tensão, fecha os olhos e aperta o cinto nesse deLorean te levando para um futuro muito nebuloso.

Aproveita e se liga joga também nesse remix do Cybass que tem climão de Netflix & Chill mas tem cheiro de Askov Kiwi, gelo seco e vape 😚💨.

 

Voltando direto do Inverso pro Procrastinagem,
Rafael Telefone Takano com os mullets mais real deal do século

Garantido lança as toadas de 2010

Na quinta-feira passada (28/01/10), o Boi Garantido decidiu a lista das toadas que vão embalar a torcida no último final de semana de junho, dias 25, 26 e 27.

Já vai aprendendo a toada PAIXÃO DE CORAÇÃO, que a diretoria do Boi liberou na versão Demo.

Vamos fazer a Galera Encarnada mais alta!

Destaque para a faixa 11, que é do Jorge Aragão. O sambista já emplacou toadas em 97 e 98.

O som é épico. Pra mim é tipo Torcida Brasileira meets Hinchada Argentina. É cumbia villera com escola de samba. Mas principalmente, é encarnado, é rojiblanco, é VERMELHO. Garantido é o nosso rei!

LISTA DAS TOADAS – CD GARANTIDO 2010 – PAIXÃO

1. TORCEDOR BATUQUEIRO, Enéas Dias
2. PAIXÃO DE CORAÇÃO, Demétrios Haidos / Geandro Pantoja
3. O SEGREDO DA PAIXÃO, Enéas Dias / Maurício Colares / Marcos Lima
4. EMOÇÃO DA GALERA, Murilo Maia / Gilnei Junior / Jacyara Oliveira
5. BOI DE PANO 2, Tony Medeiros
6. UNHAMANGARÁ, D. Haidos / G. Pantoja / José M. Farias / João Kenedy
7. CANTO DE TORCEDOR, Júlio Cesar Queirós / Paulinho Medeiros
8. ENIGMA DO MAPINGUARI, D. Haidos / G. Pantoja / Vanderlei Alvino / Neto Cidade
9. TURÉ, D. Haidos / G. Pantoja / Rafael Marupiara / Jacinto Rebelo
10. CABOCLA TECELÃ, Márcio Azevedo / Pedro Azevedo
11. TRILHA DO SOBRENATURAL, Enéas Dias / Marcos Lima
12. YAMINAWÁ, D. Haidos / Vanderlei Alvino / Jacinto Rebelo / Neto Cidade
13. MARACANANDÉ, Enéas Dias / Marcos Boi
14. YAWIRA DAS ÁGUAS, Rafael Lacerda / Rafael Marupiara
15. BOI MELANCIA, Fred Góes
16. FESTA DE BANDEIRAS, Ronaldo Barbosa Junior
17. TOADA DO AMO, Tony Medeiros
18. ETERNA PAIXÃO, Jorge Aragão / Ana Paula Perrone
19. AMOR PRA VIDA INTEIRA , Inaldo Medeiros / Paulo Queirós / Caetano Medeiros
20. PRA FALAR DE PAIXÃO , Chico da Silva
21. AMAZÔNIA EM PRECE , Emerson Maia

Rafael Takano
Puxador de Toada

PS: O Contrário recebeu uma “homenagem” na música Boi Melancia. Não to aguentando de curiosidade pra ouvir essa toada!

Hey, i wanna celebrate!

Superstition é uma música do Stevie Wonder de 72, que a maioria de vocês deve conhecer. Já foi regravada por vários artistas, de  Stevie Ray Vaughan a Jonas Brothers.

Duas coisas que eu não sabia até hoje sobre este som:

1 – Ele mesmo escreveu a letra, gravou os arranjos, a bateria e o teclado.

2 – Uma das melhores apresentações musicais ao vivo da história foi feita no programa Sesame Stret (Vila Sésamo), com um Stevie felizão derretendo a cabeça da criançada:

Tô mentindo?

Vestido com as roupas e as armas de,

MrJorge

que não é supersticioso, mas acredita cegamente no poder do groove.

Especial Musical Racionais no SESC TV

O SESC TV existe há pouquíssimo tempo e já tá mandando benzão. Se liga no show que vai passar segunda que vem (aka 25/01/10), às 22:00. Racionais no SESC Santo André.

Especial Racionais

Racionais Teaser - Vimeo

Quem tem TV por assinatura trate de habilitar o SESC TV (é de graça), e convidar a gente pra colar na sua goma e assistir no seu plasma 40 polegadas com o som do home theater no talo.

Pode ser pra ver alguma das reprises, chama mesmo. A gente faz o rango.

É o crime ou o creme,
Rafael Takano
Mestre de Cerimônias ∆K

via @rapnacional

T-Pain por um dia

Agora geral que tem iPhone pode entrar na onda do auto-tune que segura a onda de T-Pain, Akon e Sean Kingston…

Com o aplicativo I am T-Pain, você usa o afinador vocal para tirar uma onda como rapper. Pena que só funfa com iPhone.

Não vejo a hora de mandar um Take your Shirt off!

Fireburn the dancefloor!
Rafael Takano
Editor de música

PS: Valeu pela dica @vantonoff!

8 discos do rock pra você não morrer sem ouvir

Por que oito? Porque eu consegui apontar oito que realmente acho que valem a pena. Não foram sete nem nove, foram oito.

Bom, vamos lá. Eu já tinha feito um Top 10 uma vez, num outro blog que eu tive quando ainda não havia chegado na maioridade legal. Dessa vez vou tentar ser mais inteligente nos meus argumentos, mesmo achando que não vou precisar muito, porque os discos são realmente foda. Acontece que na última lista eu era muleque empolgadão demais e meus comentários foram algo como “melhor disco dos caras simplesmente muito foda se tu não manja isso tu não sabe nada!”.

IMPORTANTE: eu poderia apontar uns mil discos, mas esses são pra você, muleque leigo, que precisa duma educação roquenroulistica. E, claro, tudo isso na minhã opinião particular, meu gosto. Não entra aqui o mérito de importância pra história do Rock, discos que marcaram época, nada disso. São discos que EU acho que são bons de verdade.

8. Ramones – Rocket To Russia (1977)

Na verdade eu quase não coloquei Ramones nessa lista, mas senti como sendo um sacrilégio. Acontece que eles não tiverem um único álbum genial. Fizeram uma penca de músicas sensacionais mas espalhadas em inúmeros discos. Não vale colocar Loco Live, que tem essas melhores músicas juntas, porque não é um único álbum composto e gravado numa só, é um show. Enfim, é o álbum de mais sucesso dos caras, o que mais pontuou na Billboard e o mais foda dos três que vieram antes do som se tornar o que chamam de Bubble Gum, um punkzinho mais moderado, mais engraçado que mau.  Esse era o som que colocou os Estados Unidos no punk rock. Inclusive, pra mim, definiu a estética do punk rock muito mais do que Sex Pistols, por exemplo, que se tratava do punk original, inglês, o punk na essência. Definia muito mais a atitude punk do que o som em si.

7. Guns ‘n’ Roses – Appetite For Destruction (1987)

Primeiro álbum dos caras e o único realmente significativo. Nessa época eles não eram uma banda que tocava com uma orquestra por trás, eles eram maus, ruins. Falavam de mulheres com requintes de funk carioca e da vida na cidade com requintes de Tarantino. O Axl Rose podia berrar como uma mulherzinha mas ele pegava geral, quebrava corações e destruía lares. O slash era (esse nunca deixou de ser) geinal, cantava com os dedos. Izzy compunha e segurava a bronca dos firulistas, Duff colocava punk naquela putaria de Hard Rock e o Steven Adler afundava o nariz na cocaína e os braços na heroína.

Tiraram os ouvidos dos rockeiros cansados de metal xixi e hard rock de bixa da vala. Som foda. Difícil de apontar melhores músicas do álbum, mas consigo a apontar a pior: Sweet Child Of Mine.

6. AC/DC – Highway to Hell (1979)

Os australianos mostram que sabem o que significa Rock ‘n’ Roll. Não só mostram que sabem o que é como o definem. Aquela guitarra, ao mesmo tempo, tão simples, tão melodiosa, tão pesada acompanhada daquele vocal de quebrar taças mostram, pra mim, o que é rock de verdade. O peso ideal. PESO, sim, mas não como o do metal que incomoda com tantas bumbadas duplas e tantas palhetadas desnecessárias naquela distorção escrota. Nem tem aquele vocal que exagera na berraria e na agudez. É o peso ideal e esse disco deixa isso bem claro: “Aqui na Austrália a gente sabe o que fazer com guitarras e microfones”.

5. Social Distortion – Somewhere Between Heaven and Hell (1992)

Social não podia faltar. Os californianos pegam o famigerado Punk Rock e enchem de guitarras meliodiosas inspiradas pelo country mergulhado na distorção que é peculiar aos roqueiros ianques. FODA.

Acho que apontei esse álbum muito pela temática. Nos álbuns seguintes do Social eles começam a ser muito depressivos, o que deixa o som muito bom, bem tenso, mas não com a mesma pegada. No Somewhere Between Heaven and Hell eles seguem uma fórmula que deu muito certo pra muito rockeiro por aí: DORGAS MANO. Os caras tavam a deus dará e escreviam sobre isso.

Mike Ness novinho, com topete de caipira e menos tatuado fez, pra mim, a melhor música de metáforas á drogas: When She Begins é genial. Se você já foi fã de carteirinha daquela farinha branquinha, escuta esse som e cuidado pra não se empolgar demais.

4. Operation Ivy – Energy (1989)

É uma ópera da mulecagem. Ouvir esse álbum é saber a letra da música que tá rolando e começar no tempo certo a próxima. Dá pra sentir a empolgação daqueles muleques fazendo aquele som. Se você andou de skate, curtiu punk rock em alguma época da sua vida, provavelmente você era um simples garoto e esse som DEVERIA estar na sua trilha sonora, se não estava, recupere seu tempo perdido agora. Vale a pena.

O disco começa com um tapa na cara que se chama Knowledge e daí pra frente é só alegria com picos em UnitySmilingBomshellBad TownSound System… haha TODAS.

3. Dropkick Murphys – Do or Die (1998)

Cadence to ArmsDo or Die iniciam a epopéia do punk com som tradicional irlandês. A abertura é homérica, algo que poderia ser trilha de um balé ou duma treta gigante. Porrada mesmo.

Não há dúvidas de que Dropkick são os caras que realmente sabem fazer esse tal de irish punk e esse, sem dúvida, é seu melhor álbum. Os maiores sucessos da banda estão aqui: Baroom HeroSkinhead on the MTBANever Alone. Eles tocam Finnegan’s Wake que é uma música tradicional irlandesa, de mil quatrocentos e casa de pedra versão roquenrou de macho. Fazem uma Pub Version de Boys On The Docks que é uma poesia sobre a imigração irlandesa nos Estados Unidos. Músicas pra se cantar com muitas vozes, juntos abraçados e suingando suas canecas de cerveja cheias até o talo num pub. Coisa linda.

2. Rancid – And Out Come The Wolves… (1995)

Na outra lista que eu tinha feito esse era o primeiro lugar. Mas resolvi ceder. Já já vocês sabem o porquê. Mas, considerem dois primeiros lugares.

Esse disco é o auge do punk dos anos 90. São 4 bons músicos, dois excelentes letristas que se propuseram a fazer um disco de punk rock com 19 faixas. E são 19 hits. Todas as músicas são boas o suficientes para que se fossem feitos clipes. Duas delas, Time Bomb e Ruby Soho ficaram por um bom tempo no topo do disk MTV. Eu disse TODAS as músicas do disco são ótimas. TODAS. Já viu isso antes?

Nos discos que vieram depois, o Rancid deixa nítido que músicas foram compostas por que músicos, os discos experimentam outras influências, ficam até mais pop. And Out Come The Wolves… tem uma unidade, segue uma ordem, tem conjunto. Faixa 01 a Faixa 19, boas bases, melodias, refrões que não largam sua cabeça.

1. The Clash – London Calling (1979)

Como disse, na última lista, London Calling era medalha de prata. Acho que eu envelheci. 4 ingleses que sabem o que fazer com notas, cordas e batuques pegam o do it yourself do punk conseguem tirar ouro de chumbo. A faix título abre o disco mostrando que lá vem pedrada.

O disco passa por músicas baseadas em funk, outras em ska e reggae, punk americano, rockabilly, mantendo uma puta identidade de Clash em todas elas. As sutilezas da realidade inglesa contadas por personagens que vivam na capital no final dos 70, drogas, desemprego, conflito racial, responsas da vida de aduto. Histórias, personagens, críticas metafóricas e evasivas, no esquema Chico Buarque.

Vale até ter original.

Isso aí. Espero que eu tenha salvo seus ouvidos, que não são pinico.

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